domingo, 25 de dezembro de 2016
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Gestão de Projetos – competências
Desde 1987, o Project Management Institute (PMI) publica o guia Project Management Body of Knowledge (PMBOK) coleção das melhores práticas de mercado para a gestão de projetos. Atualmente em sua 5ª edição, agrupa o corpo do conhecimento em gestão de projetos em dez áreas:
- Integração;
- Escopo;
- Prazo;
- Custos;
- Qualidade;
- Recursos Humanos;
- Comunicações;
- Riscos;
- Aquisições e
- Partes Interessadas.
O PMBOK define, além de conceitos básicos, os 43 processos necessários para uma gestão de projetos de maior qualidade. Na definição do Project Management Institute, (2014, p. 3), projeto é “[...] um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único”.
O indivíduo responsável, perante a organização, pelos resultados obtidos pelo projeto é chamado de Gerente de Projetos (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 16-18).
Gestão de projetos, segundo o Project Management Institute, (2014, p. 5), “[...] é a aplicação de conhecimento, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de atender aos seus requisitos”.
Em 2007, o PMI publicou a 2ª Edição do Project Manager Competency Development Framework (PMCD) estabelecendo as competências e habilidades mínimas necessárias e o comportamento ideal para o gerente de projetos, com base no PMBOK.
Na definição de Crawford (1997, p.220-28 apud PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2007, p. 2), competência é “[...] habilidade para executar atividades, no âmbito do projeto, que levam aos resultados esperados baseados em padrões definidos e aceitos”.
O Project Management Institute, (2007, p. 2), define três dimensões para as competências do gerente de projetos, a saber:
- Competências do Saber (knowledge) – todo o conhecimento do gerente de projetos relativo à devida aplicação de processos, ferramentas e técnicas nas atividades do projeto – o que deve ser feito (relacionado ao conteúdo técnico do PMBOK) para o sucesso do projeto;
- Competências do Fazer (performance) – de que maneira o gerente de projetos aplica o conhecimento organizado no PMBOK para cumprir os requisitos definidos para o projeto;
- Competências Pessoais (personal) – relativas ao comportamento do gerente de projetos (suas atitudes e características pessoais) em sua atuação como administrador dos projetos sob sua responsabilidade.
Cada uma destas dimensões pode ser verificada, na prática, das seguintes maneiras:
- Competências do Saber – verificando se o gerente de projetos é ou não certificado (p.e., Certificação PMP ou outra reconhecida internacionalmente);
- Competências do Fazer – verificando os resultados dos projetos sob a responsabilidade do gerente de projetos em análise;
- Competências Pessoais – avaliando o comportamento do gerente de projetos sob circunstâncias específicas.
Sem entrar em muitos detalhes, ressalta-se a importância da competência pessoal de Comunicação. Competência definida pelo Project Management Institute, (2007, p. 23), como “Efetivamente trocar a informação correta, apropriada e relevante com as partes interessadas utilizando-se dos métodos adequados”.
Anualmente, desde 2003, os capítulos do PMI Brasil publicam o World Report (antigo Benchmarking) sobre Gestão de Projetos. Em sua última edição, 2014, notam-se algumas estatísticas muito interessantes sobre os aspectos da Comunicação em projetos. Dentre elas, (PMI BRASIL, 2014),
- a Comunicação é apenas o 6º aspecto, em termos de importância, considerado pelas metodologias de Gestão de Projetos (~60% das respostas);
- as mensagens eletrônicas (e-mails) são a forma de Comunicação mais usada (~95%) pelos gerentes de projeto, seguidas por conversas cara-a-cara (~84%);
- a Comunicação apresenta os problemas mais comuns (~64%) na gestão de projetos;
- a Comunicação é considerada a competência mais importante para o gerente de projetos (~62%);
- porém, sendo considerada a sua maior deficiência (~44%).
Da mesma maneira que o PMBOK não define regras a serem seguidas, mas apenas orientações sobre a melhor forma de se conduzir um projeto, o PMCD sugere quais as competências fundamentais para tornar o gerente de projeto mediano em um gerente de projetos de primeira linha. Cabe às organizações adotarem estas recomendações e aos gerentes de projetos desenvolvê-las.
Referências
PMI BRASIL. World Report. PMSurvey.org, 2014. Diponível em: <http://www.pmsurvey.org/>. Acesso em: 19 nov. 2016. Arquivo PDF.
PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Project Manager Competency Development Framework. 2ª. Ed. Newtown Square, EUA: PMI, 2007. Arquivo em PDF.
PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia para o conjunto do conhecimento em gerenciamento de projetos: Guia PMBOK. 5ª. Ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Museu de Tecnologia 'Maria José Di Santo Navarro'
O Museu de Tecnologia 'Maria José Di Santo Navarro' foi apresentado na I Jornada IESCAMP de Tecnologia da Informação. Ainda em instalações temporárias, o Museu conta com um pequeno acervo de itens relacionados a história da Tecnologia, Computação e Comunicações.
O Museu aceita doações de itens antigos sobre o tema. Contate-nos pelo e-mail museu@iescamp.com.br.
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Teoria das Restrições (TOC)
Na década de 1980, o físico israelense Dr. Eliyahu M. Goldratt (1947 - 2011) lançou, junto com Jeff Cox, o livro A Meta, onde expunha, sob a forma de um romance sobre negócios, os conceitos da sua Teoria das Restrições ou, em inglês, Theory of Constraints (TOC), desenvolvida por ele nos anos 1970.
A TOC propõe um novo paradigma de Administração baseado na ideia central de melhor utilizar os recursos disponíveis e escassos na organização. Ao identificar a restrição da organização e explorá-la de forma a aproveitar ao máximo o seu tempo disponível, a organização substitui o desempenho local pela melhoria do desempenho global.
Há alguns conceitos básicos fundamentais para a compreensão desta teoria.
A Meta
A meta de uma organização qualquer é aproximar a organização de seus objetivos estratégicos. No caso de uma organização com fins lucrativos, a meta é facilmente medida em unidades monetárias (p.e., em reais - R$, ou em dólares - US$, etc). Nas palavras de Goldratt e Cox (2003, p.?) a meta é, portanto, “ganhar mais dinheiro tanto no presente quanto no futuro”.
Restrição
Restrição ou gargalo é qualquer coisa que impeça um sistema de atingir um desempenho maior em relação à sua meta. Pode-se dizer que todo sistema tem uma restrição, caso contrário seu desempenho seria infinito, e com isso, a lucratividade da empresa seria infinita (CORBETT, 1998, p.25-6). A restrição pode ser interna ou externa à organização, p.e. o mercado é uma restrição externa se for limitado e não permitir que a organização venda mais. A restrição pode ser também física, na maioria das vezes, um equipamento único dentro do processo fabril que limite a produção do produto a ser vendido, criando um gargalo na produção. Ou uma política antiga e defasada - restrição não física ou virtual - que iniba a atuação da organização no mercado onde está competindo.
Processo de Focalização
- Identificar as restrições (os gargalos) do sistema
- Decidir como explorar as restrições do sistema
- Subordinar tudo mais à decisão acima
- Elevar as restrições do sistema
- Se em um passo anterior uma restrição for quebrada, voltar ao passo 1
Goldratt afirma que este processo de focalização representa o processo de melhoria contínua dentro das organizações que seguem a TOC.
Tambor-Pulmão-Corda
O Tambor, como nas galeras romanas, tem como função marcar o ritmo da produção ditado pela operação do gargalo. Todas as máquinas não-gargalo MX devem trabalhar no ritmo ditado pela máquina MG.
O Pulmão (E1) nada mais é que uma proteção do gargalo, e pode ser considerado sinônimo de estoque. Como o gargalo não pode parar de funcionar, uma vez identificado, é preciso protegê-lo das incertezas (Lei de Murphy). Ele deve ter sempre algo produtivo para fazer. Daí cria-se um pulmão (ou estoque) que o alimenta. Este pulmão pode ser de materiais semi processados ou de tempo. O mesmo não se faz com não-gargalos, pois estes não precisam funcionar todo o tempo.
A Corda terá como função sincronizar o trabalho do gargalo com os recursos anteriores a ele, não permitindo que trabalhem mais do que o necessário para manter o pulmão no seu ponto ideal de capacidade. Também é sua função a liberação de materiais para os demais processos não-gargalos, de forma que estes produzam o necessário no momento correto para alimentar o pulmão do gargalo.
Referência
CORBETT, Thomas. Throughput Accounting. Great Barrington: North River, 1998.
GOLDRATT, Eliyahu M.; COX, J. A meta: um processo de melhoria contínua. 2ª Ed. São Paulo: Nobel, 2003.
Projeto Ajude o Haiti
A Faculdade IESCAMP está participando da Campanha para ajudar as vítimas do Furacão Mathew no Haiti.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Pesquisar - por quê?
"A dúvida é o princípio da sabedoria", já afirmava Aristóteles (384-322 a.C.). Aprender a pesquisar, no sentido de encontrar soluções para os problemas que se enfrenta no dia a dia, é muito importante. Seja para o aluno que está aprendendo sobre o processo de transformação da água líquida em gelo, seja para o cientista que deseja explicar a origem do Universo, seja para o Administrador que se depara com situações na empresa para as quais não tem respostas.
Resolver problemas é uma habilidade muito importante para o Administrador desenvolver. Aplicar um método de pesquisa coerente e estruturado facilitará muito a encontrar soluções adequadas à maioria dos problemas administrativos. Trabalhar em equipe, trocar ideias e experiências é muito enriquecedor.
Não se nasce sabendo, já diz o ditado popular. Aprende-se a vida toda. E morre-se sem conhecer tudo o que existe. Enfim, como já dizia o filósofo grego Sócrates, (470-399 a.C.), "Só sei que nada sei".
Referências
ARISTÓTELES. In: Pensador. Disponível em <http://pensador.uol.com.br/aristoteles_frases/>. Acesso em 13 set. 2016.
SÓCRATES. In: Pensador. Disponível em <http://pensador.uol.com.br/autor/socrates/>. Acesso em 13 set. 2016.
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